A Nobre Arte Reciclada.

Buscar alternativas para fazer Arte é uma tendência marcante no mercado de Arte. Não apenas pela atual crise econômica, mas pela conscientização das questões da sustentabilidade.
Atualmente os plásticos representam aproximadamente 80% do lixo marinho. Medidas sustentáveis estão sendo discutidas, mas prever o fim da indústria dos plásticos é ainda utópico.
Mais pessoas passaram a prestar atenção no futuro do nosso planeta. Projetos inovadores são cada vez mais aplicados no aproveitamento do resíduo sólido. É o caso do artesão brasileiro Claudinel Roberto Nanzi, morador em Jundiaí (SP). Após décadas utilizando a madeira como matéria prima para suas criações, decidiu trocar por garrafas PET. A reciclagem das garrafas começou como hobbie até que a brincadeira transformou-se em belas esculturas. Deslumbrado com a versatilidade do produto, comenta: ” as que me dão mais prazer de transformar são aquelas que eu chamo de garrafas de área de risco, porque estão prestes a cair dentro de uma galeria de água pluvial ou dentro dentro de um córrego. Quando vão virar um problema, eu faço a captação e transformo em arte”.
São aproximadamente 400 garrafas PET reutilizadas com a ajuda de uma tesoura, ferro de solda, pincel, tinta, cola entre outros. As peças variam de R$ 15 a R$80, dependendo do tamanho.

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O desafio agora é ter o trabalho reconhecido pelo mercado de arte.

Acessibilidade sequestrada … ou ausência de infraestrutura?

O que acontece quando desejamos atravessar a rua sobre a faixa e ao chegar na calçada deparamos com meio fio alto ou um poste de iluminação?
Ou no ato da travessia percebemos que a faixa está sendo ocupada pelos automóveis?

Esses e outros exemplos são situações vividas diariamente em muitas cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, por exemplo, alguns cruzamentos são surpreendidos pela falta de coerência: faixas que se conectam com paralelepípedo, outras cortadas por ciclofaixas, semáforos que não funcionam para os pedestres e por aí vai. Não é fácil caminhar pela cidade.
Infelizmente os traçados e as dimensões são na sua maioria, inadequadas para uma travessia segura. O pedestre deve estar atento SEMPRE!

Tanto como urbanista como pedestre, devo aqui denunciar essas situações abusivas dos autores dissimulados. Seria engraçado se não fosse triste ainda encontramos ruas mal desenhadas, incompletas, erradamente projetadas. Não compreendo a falta de interesse de nossos representantes em cuidar da cidade. E isso não é de agora. A última vez que houve projetos urbanísticos para alguns pontos na cidade foi há quase 25 anos com o Rio-Cidade, Favela-Bairro entre outros.

Uma pena!

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faixa de pedestres

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Via compartilhada – Pedestres e Ciclistas.

Como é difícil pedalar e caminhar nas vias de passeio pelas cidades brasileiras. Concordo que lugar de bicicleta é na ciclovia ou na rua mas enquanto não haverem infraestrutura adequada e segura, infelizmente o compartilhamento acontecerá. Conflitos na circulação urbana existem. A disputa pelo espaço físico entre os protagonistas é constante. São tantos tropeços verbais vindo de pedestres, como também atos de indisciplina por parte dos ciclistas.
Tudo bem se fosse apenas isso.
Quantas vezes você está caminhando para a estação do metrô ou para o trabalho, não importa, e de repente você esbarra numa pessoa que está de cabeça baixa mexendo no celular? Ou quando alguém na sua frente resolve parar para olhar a vitrine que está do outro lado da rua? Tenho certeza que também você já viveu uma situação em que o ciclista vem na sua direção acreditando que você é quem tem que desviar. Aí você sai pela direita mas antes mesmo de você finalizar o movimento, o ciclista já foi para mesma direção.

” Há só uma regra que conheço: Você tem que ser gentil!”. (Kurt Vonnegut, escritor americano)

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Lembre-se:
A situação de hoje que você protagoniza é recíproca. Todos são protagonistas, o que difere é a circunstância de cada um.

Arte urbana móvel.

Depois de enfrentar um engarrafamento de uma hora retornando pra casa, paro no posto para um café. Ao sair, vejo uma incrível inusitada pintura, instalação urbana jamais vista aqui no Rio de Janeiro. Quando morava em Miami, era comum ver esse tipo de trabalho. Achei incrível!

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O interior estava revestido com um tecido estampado com caveiras. A alça dos passageiros eram algemas.

O rapaz todo orgulhoso em mostrar vestia socialmente.

Já dizia Oscar Wilde: ” Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”.

Esse, definitivamente, sabe viver!

O Vento Levou!

” Cante uma canção

do fundo do coração.

Sem ritmo ou refrão

solte aos berros sua emoção!

 

Solte um sorriso

alegre e verdadeiro.

Abrace o paraíso

sem rodeio, por inteiro.

 

Vida que no tempo existe

faça sentido, cante alegria

saia do abstrato, o tempo existe.

Seja a obra da sua Vida! (por Isabela Saramago)

 

                                                                                                E o Vento Levou – escultura em metal reciclado.  Minha autoria.

 

A queda do ciclista.

” No caminho do trabalho,

Pedalava tranquilamente,

Um pedestre ao acaso

atravessou abruptamente.

 

Sem tempo de parar

gritei ferozmente,

o pedestre insensível

seguiu publicamente.

 

Em segundos fui ao chão

para evitar a colisão.

Sem desculpas e sem ajuda

fiquei sentado no chão”     por IS.

 

 

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Escultura em metal reciclado. Minha autoria.

A Cidade é para todos!

A cidade é o local onde as pessoas caminham, praticam esportes, fazem compras, trabalham, habitam ou simplesmente local de contemplação. É o palco onde abrigam espaços públicos para as PESSOAS. A diversidade urbana envolve misturas de usos sendo importantíssimo investimentos na infraestrutura com transporte de qualidade, segurança, saneamento, saúde, acessibilidade, parques públicos, vegetação, promovendo principalmente soluções para aproximar o trabalho da moradia. Jaime Lerner descreve, “conquanto a cidade seja também o cenário de trocas econômicas, de produção cultural, de exibição de avanços tecnológicos, de fluxos e deslocamentos, ela é, acima de tudo, o lar da maioria da humanidade.”

Para que as cidades funcionem e sejam atrativas, os aspectos físicos, práticos e funcionais devem estar estruturados. Placas informativas, iluminação apropriada e mobiliário urbano são estratégicas indispensáveis para a qualidade de vida da cidade. Paris, por exemplo, vem adotando uma política centrada na cidade para as pessoas. Várias ações estão acontecendo.

 

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O mobiliário urbano É essencial para o conforto das crianças, dos adultos e idosos. Seja fixo ou móvel, os assentos devem ser confortáveis e dispostos em caminhadas curtas.

 

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Nessa rua no Leblon ( Rio de Janeiro), o banco de madeira na calçada convida o descanso na hora do almoço.

 

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Na Alemanha, bancos foram projetados para também serem utilizados `a noite, com iluminação própria.

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Em relação a limpeza, nada como aspiradores de lixo para fazer a manutenção.

 

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Infelizmente a cidade foi descuidada perante a prioridade do uso do automóvel. Muitas cidades tem dificuldade em transformar espaços públicos para as PESSOAS. É preciso mapear e avaliar os espaços das cidades a fim de promover soluções para as melhorias necessárias. A vida nas cidades está em constante transformação. Soluções existem, a boa vontade é que falta para a reforma urbana.

MANIFESTO DOS PASSARINHOS.

O belo natural não é vitrine, a beleza natural é vida. Em defesa da Amazônia, das florestas tropicais, das florestas urbanas, de um futuro mais humano e sustentável para todos os seres humanos e desumanos, o Manifesto dos Passarinhos reafirma a importância da proteção das florestas frente ao descontrolado desmatamento abusivo. A ausência de políticas reais e seguras no controle do desmatamento da Amazônia e de outras florestas tropicais contribui para a redução da biodiversidade.

“Senhoras e Senhores, adultos e crianças, apresentamos a delicada situação que estamos vivendo perante a velocidade do desmatamento que assola nosso habitat. Corremos o risco de desaparecer. Não somos um movimento ecológico. Somos seres que vivem e dependem da existência da natureza. Entendemos suas necessidades. Compreendemos que dela são retirados os seus alimentos. Sabemos o quanto é vital o oxigênio que ela lhes dá. A importância da madeira para suas moradias. O prazer e as emoções que batem o coração de vocês. Então perguntamos: por que essa destruição? Nossas árvores são nossos abrigos Vocês convivem com ela, mas ignoram o seu valor. Vocês exploram, deformam, queimam. Depositam os seus lixos. Fazem dela o ouro ilusório estimulando o terror. Vocês abraçam a crueldade. Para que serve uma flor de plástico? E uma folha queimada? Floresta devastada, pássaros mortos, animais encarcerados, crianças famintas são a estetização da vida e do consumo humano? Não somos objetos decorativos. Não somos figuras de cera. Somos arquitetos do nosso patrimônio. Contra o corte e o fogo. As grades e os flagelos. Contra as falácias das vozes. Por um olhar verde, hortas urbanas, piqueniques no parque. Pelo frescor das sombras das árvores, abrigos aos infortúnios Pelo cumprimento das leis de conservação das florestas Caminhem conosco nessa Jornada Verde!”   Isabela Saramago.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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